sexta-feira, 3 de março de 2017

Porque escolhemos não usar gênero nos títulos






Você vai reparar logo logo (se é que já não reparou) que os nossos títulos de textos e colunas não possuem gênero. Essa foi uma escolha do jornal por dois motivos. Um diz respeito a ideia de pluralidade de gêneros, e que nem todas as pessoas se encaixam em duas caixinhas que definimos como masculino e feminino. Um segundo ponto é que, mesmo para as pessoas que se encaixam nessas caixinhas, o suficiente para se reconhecer em artigos/substantivos/adjetivos/etc do limitado vocabulário que, binariamente, abrange o feminino e o masculino, muitas vezes são  reféns de nossa própria língua que nem sempre é democrática. Em uma visão hipotética: Uma fábrica com 5 mil mulheres e um homem, segundo a norma de língua portuguesa, seria descrita como uma empresa com 5001 funcionáriOs. Daí podemos questionar, o quão importante é UM homem, para mascarar a presença de 5 mil, de 50 mil, de milhões de mulheres? Não queremos (e sinceramente, nem conseguiríamos) discutir se isso é machismo enraizado na formação de nossa língua ou simplesmente porque há dois gêneros nela e isso foi escolhido ao acaso. O ponto é, se temos a possibilidade de abstrair todas as construções sociais feitas sobre gêneros e tratar todos como pessoas (cujo gênero, em determinado contexto, não nos importa) porque não o fazermos então?

Uma pergunta que pode surgir na cabecinha de vocês quanto a esse assunto é, por que a escolha do “x” e não o uso de @ ou “e”? Nem todas as palavras são tão simples quanto “amigos” que pode ser facilmente transformado em “amigues”. Não acredita? Aqui vem alguns exemplos como “ os professores”, “os estudantes”, “eles”, que apesar de já possuírem o famigerado “e” ainda são palavras que continuam com gêneros, o que não condiz com o nosso objetivo aqui. Uma pequena exceção é o título deste texto, no qual utilizamos “e”, para evitar o título VemBixxs, pq acreditamos que dificultaria o entendimento da palavra. Já usar o @ seria um problema um tanto parecido, pois quando escrevemos que “@s pesqisador@s publicaram algo” estamos apenas representando os gêneros feminino e masculino, e pressupondo que só existem essas duas possibilidades, o que nós sabemos que não é bem assim, né nóm? Por isso optamos por colocar “x”, pois ele é o único que não apresenta esses problemas, fazendo com que qualquer um que leia o Simbiose, se sinta incluído e representado nele.

Agora, se acreditamos em tudo isso, porque usamos “x” apenas no título dos --textos? Bom, primeiro cogitamos a viabilidade de fazer todos os textos do simbiose --sem a presença de gênero nele. Porém acreditamos que colocar “x” em todas as talar

Outros assuntos do simbiose #0



Ok, a gente já apresentou várias colunas do Simbiose, e até esperamos que você já esteja se sentindo contemplado por elas. Mas isso não é tudo que planejamos trazer. Temos diversos assuntos em mente que sabemos que devem aparecer por aqui, mas que não estão tão bem estruturados como colunas… ainda. Pretendemos trazer por exemplo: todas as artes produzidas pelo(a)s leitore(a)s; receitas para preparar uma comidinha mais sustentável, visando o melhor aproveitamento dos alimentos (tipo comidas que usam a casca de bananas); tentar trazer um pouco de como era o IB a um tempo atrás, como no tempo do bocaberta, por exemplo; descobertas científicas atuais que se mostrem importantes. Enfim, deu para ter uma noção que a gente quer muito mais, né? Se você tem alguma sugestão de coluna e/ou conteúdo para uma dessas ou outras colunas, manda pra gente ;D
 
Está curioso para saber como os bastidores do Simbiose funcionam? Quer ajudar a construir a próxima edição do jornal? ENTÃO VENHA PARA  NOSSA REUNIÃO PRESENCIAL!!

Pérolas #0

 
Aqui guardamos um espacinho do jornal pra vocês mandarem aquela pérola que a miga disse durante a aula ou uma frase célebre que um professor proferiu na sala. Bora compartilhar aquelas histórias bafônicas que nois sabe que ceis têm e divertir esse IB todo.

Problematiza, IB! #0

 
Tá, vamos mandar a real. A viabilidade dessa coluna foi tipo, MUITO debatida entre nós. Até agora não chegamos a uma decisão definitiva.  A única coisa que a gente sabe é que o Simbiose TEM que trazer esses temas, porque eles PRECISAM ser debatidos entre a nossa comunidade. De que tipo de temas estamos falando? Bom, basicamente todos aqueles que a gente não discute na faculdade por não sermos um curso de Humanas. Bobagem, não é mesmo? Nós somos cidadãos e parte dessa sociedade, todos nós construiremos o futuro e, mesmo assim, em que momento podemos discutir sobre racismo e machismo, por exemplo? Quando discutiremos a fundo, no IB, sobre a desigualdade social no Brasil? Alguns podem achar que são temas muito longe da nossa área de estudo. Besteira! Duvido que, se você olhar ao redor, nesse instituto, você não repare como essas características tão fortes na nossa sociedade estão refletidas no IB. Por exemplo, a nossa “estrutura populacional” (com quantos negros, por exemplo, você estuda/trabalha?). O que é triste, porque, como todo bom biólogo sabe: Diversidade é algo positivo. Dito isso, podemos justificar a necessidade dessa coluna.

Bom, não seria nada coerente estarmos criando uma coluna desse tipo se somente a equipe do jornal ficasse escrevendo a todo momento. Afinal, o jornal não contém toda a pluralidade que existe nesse mundão, e portanto, muitas vezes não seremos as melhores pessoas para falar de certos assuntos, pois não nos cabe escrever sobre uma realidade que não vivemos. Devido á isso a sua participação nessa coluna é muito importante! Queremos MUITO saber sua história, e sua opinião sobre a existência dessa coluna! Nós também sabemos que são temas polêmicos e que muitas vezes algumas opiniões podem vir com discursos de ódio, mesmo que de forma inconsciente. Lembramos mais uma vez que o Simbiose repudia qualquer tipo de discriminação e hostilidade.

Outras oportunidades para biologxs #0

Essa é uma coluna um tanto quanto necessária aqui no IB. Por estarmos mergulhados em um mundo acadêmico, outras realidades nos parecem muito distantes. Isso é problemático quando perdemos a noção de que nem sabemos ao certo as oportunidades profissionais que temos como biólogos, após nos formarmos. Afinal, quem nunca ouviu a pergunta: “Você faz biologia?  Já se decidiu entre dar aula ou vai trabalhar com pesquisa científica?” Biologia não se resume a laboratório e sala de aula. Tendo isso em mente, esta é uma coluna que traz essas outras possibilidades de caminhos a seguirmos na vida profissional.

Ágar-ágar #0

  
Nesse espacinho, ficarão dicas de filmes/documentários/livros/séries/etc. que podem trazer reflexões interessantes e abordar temas que podem eventualmente ser debatidos por toda a comunidade ibeana, seja num âmbito pessoal ou profissional. Lembrando que todo(a)s são muito bem vindo(a)s a contribuir com as sugestões!

Intercâmbios #0


Às vezes, a gente fica tão preso no curso e no IB, que nem se liga em como as coisas funcionam fora daqui. Mas… E se a gente buscasse saber como são os cursos de Biologia em outras universidades? Certeza que a gente ia aprender bastante coisa, né?

Por causa desse pensamento, nós decidimos que nas edições do Simbiose , iremos falar um pouco sobre os cursos de Bio que são oferecidos em outros lugares do país, se ligando nas particularidades de cada cidade/estado e da universidade em si. Temos certeza de que isso pode nos ajudar a melhorar, no nosso IB, o que achamos que não funciona muito bem e também a reconhecer o que dá certo pra gente!