Você vai reparar logo logo (se é que já não reparou) que os nossos títulos de textos e colunas não possuem gênero. Essa foi uma escolha do jornal por dois motivos. Um diz respeito a ideia de pluralidade de gêneros, e que nem todas as pessoas se encaixam em duas caixinhas que definimos como masculino e feminino. Um segundo ponto é que, mesmo para as pessoas que se encaixam nessas caixinhas, o suficiente para se reconhecer em artigos/substantivos/adjetivos/etc do limitado vocabulário que, binariamente, abrange o feminino e o masculino, muitas vezes são reféns de nossa própria língua que nem sempre é democrática. Em uma visão hipotética: Uma fábrica com 5 mil mulheres e um homem, segundo a norma de língua portuguesa, seria descrita como uma empresa com 5001 funcionáriOs. Daí podemos questionar, o quão importante é UM homem, para mascarar a presença de 5 mil, de 50 mil, de milhões de mulheres? Não queremos (e sinceramente, nem conseguiríamos) discutir se isso é machismo enraizado na formação de nossa língua ou simplesmente porque há dois gêneros nela e isso foi escolhido ao acaso. O ponto é, se temos a possibilidade de abstrair todas as construções sociais feitas sobre gêneros e tratar todos como pessoas (cujo gênero, em determinado contexto, não nos importa) porque não o fazermos então?
Uma pergunta que pode surgir na cabecinha de vocês quanto a esse assunto é, por que a escolha do “x” e não o uso de @ ou “e”? Nem todas as palavras são tão simples quanto “amigos” que pode ser facilmente transformado em “amigues”. Não acredita? Aqui vem alguns exemplos como “ os professores”, “os estudantes”, “eles”, que apesar de já possuírem o famigerado “e” ainda são palavras que continuam com gêneros, o que não condiz com o nosso objetivo aqui. Uma pequena exceção é o título deste texto, no qual utilizamos “e”, para evitar o título VemBixxs, pq acreditamos que dificultaria o entendimento da palavra. Já usar o @ seria um problema um tanto parecido, pois quando escrevemos que “@s pesqisador@s publicaram algo” estamos apenas representando os gêneros feminino e masculino, e pressupondo que só existem essas duas possibilidades, o que nós sabemos que não é bem assim, né nóm? Por isso optamos por colocar “x”, pois ele é o único que não apresenta esses problemas, fazendo com que qualquer um que leia o Simbiose, se sinta incluído e representado nele.
Agora, se acreditamos em tudo isso, porque usamos “x” apenas no título dos --textos? Bom, primeiro cogitamos a viabilidade de fazer todos os textos do simbiose --sem a presença de gênero nele. Porém acreditamos que colocar “x” em todas as talar
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